Poupar se aprende na infância

Impor limites para os gastos, ensinar a relação custo x benefício dos objetos e planejar a compra de um produto muito desejado, são alguns desafios comuns para quem tem crianças em casa. Isto porque, se a educação financeira é um dilema até para os pais, que já têm familiaridade com o dinheiro, imagine para os pequenos, que são bombardeados a todo instante por propagandas de brinquedos, doces e outros itens de consumo. Vem daí a importância de ensinar, desde cedo, o valor por trás das notas, moedas e cartões de crédito. Afinal, um adulto responsável, se forma ainda na infância.

É nisso que acredita a analista do judiciário e associada do Sicoob Coopjus, Juana Esteves, mãe do João Pedro, de 14 anos. “Falamos bastante sobre o quanto é difícil conseguir dinheiro. Quero que ele entenda que é preciso planejar para alcançar grandes metas, como fazer uma faculdade, comprar um carro ou apartamento. Além disso, imponho limites na hora de comprar aquilo que ele me pede”, afirma.

Os ensinamentos, pelo visto, têm funcionado. Juana conta que João já aprendeu a guardar a mesada que ganha no cofrinho e tem também um investimento em RDC na Cooperativa. Além disso, pôs em prática um grande plano. “Ele lavou o carro da família por um ano e juntou o dinheiro no Sicoob Coopjus. Fez também uma planilha para calcular quantos carros ele precisaria lavar e quanto ganharia, para viajar para a Europa e visitar a tia. Isso aconteceu quando ele tinha 12 anos”, conta, com orgulho.

As práticas recomendadas para ajudar as crianças a aprenderem conceitos básicos da educação financeira são muitas. A primeira delas exige apenas uma boa dose de criatividade. “Na hora de comprar um sorvete na praia, mostre que o picolé custa R$ 2 e que o sorvete com biscoito custa R$ 6, ou seja, quatro moedas a mais. Quando for à padaria, peça para ela conferir o troco. No supermercado, desafie-a a comparar preços de produtos iguais”, ensina Álvaro Moderneli, fundador da Mais Ativos, empresa especializada em educação financeira.

Cofrinhos e mesadas também são métodos eficazes. Mas de nada adianta ensinar se os exemplos não forem dados dentro de casa. Isso porque o famoso ditado “Faça o que eu digo, não o que eu faço” simplesmente não funciona com as crianças, e o ideal é que o casal também faça um esforço para organizar suas contas, não atrasar pagamentos e criar uma reserva financeira. A boa notícia é que, com isso, toda a família sai ganhando.

 

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Fonte: Revista Bem Viver

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