É seguro? Como funciona? Há adesão? E para quem é lojista?

 

Apesar da pandemia e da consequente crise econômica global, o ano de 2020 no Brasil também foi marcado por outro fator financeiro: a evolução dos métodos de pagamento, com o lançamento do PIX e o aumento do uso de cartões virtuais e do pagamento por aproximação.

Chamado em inglês de contactless (sem contato), o pagamento por aproximação – sem precisar inserir o cartão na maquininha e, muitas vezes, sem necessidade de digitar a senha – já é um dos métodos de pagamento mais utilizados em vários países da Europa, na Austrália e no Canadá.

No Brasil, essa opção começou a ser disponibilizada mais recentemente. Mas a sua utilização tem crescido cada vez mais nos últimos anos. Só que, como se trata de algo relativamente novo, ainda existem muitas dúvidas sobre o tema.

Afinal, é seguro usar o cartão contactless?

De onde vem essa tecnologia?

Como funciona?

Quais as vantagens?

A seguir, a gente esclarece tudo isso e muito mais, para você saber tudo sobre o pagamento por aproximação. Acompanhe:

Como funcionam os cartões contactless?

Os cartões que permitem o pagamento por aproximação são equipados com a tecnologia NFC – sigla para Near Field Communication ou ‘comunicação por campo de proximidade’.

Em outras palavras, esses cartões possuem um chip para comunicarem-se – por meio de ondas eletromagnéticas – com outro equipamento que esteja fisicamente próximo. Essa distância, em geral, é de 2 a 4 centímetros, podendo chegar no máximo a 10 cm.

As transações são criptografadas e validadas por um código exclusivo para cada operação.

Além disso, só são transmitidas entre os equipamentos as informações essenciais para a transação de pagamento, não sendo referidos dados pessoais ou do cartão (como o endereço do usuário ou o código de verificação).

Como identificar os cartões contactless?

Os cartões equipados com a tecnologia para pagamento por aproximação podem ser identificados por um símbolo que se parece ao de Wi-Fi, só que visto de lado, sugerindo a comunicação sem fio.

E o pagamento via dispositivos móveis?

O pagamento por meio de dispositivos móveis – como smartphones, relógios e pulseiras –, muitas vezes, funciona de maneira similar, aproximando o dispositivo da máquina de adquirência (maquininhas de cartão).

Nesse caso, é preciso que o dispositivo conte com a funcionalidade de carteira digital (e-wallet) e que o usuário, previamente, cadastre seu(s) cartão(ões) ou sua conta bancária nesse aplicativo, concedendo as autorizações necessárias.

De onde vem essa ideia?

Você já observou, nos pedágios, aquela fila de carros e caminhões que não precisa parar na cancela? Nesses casos, também ocorre uma espécie de pagamento por aproximação, mas a tecnologia utilizada chama-se RFID (Radio Frequency Identification) e permite que as transações sejam feitas a uma distância de até 100 metros.

Existente há mais de 50 anos, o RFID foi uma das inspirações para o NFC (tecnologia dos cartões contactless).

Há quem possa pensar também no Bluetooth e no Wi-Fi como tecnologias similares. Mas é bom reforçar que o NFC foi desenvolvido para permitir a comunicação entre apenas dois dispositivos por vez, sendo necessária grande proximidade entre eles.

Por outro lado, vale dizer que, apesar de ser relativamente recente a adoção do NFC em cartões de débito e crédito, essa tecnologia já era empregada anteriormente, por exemplo, em catracas de transporte público, em chaves de hotéis, crachás e outros.

É seguro fazer pagamento por aproximação?

Ao utilizar um cartão contactless para realizar seus pagamentos, a primeira vantagem é que ele nunca sai da sua mão – evitando que alguém tente trocá-lo durante o pagamento sem você notar – e que não é necessário inserí-lo na máquina de adquirência – evitando clonagens e roubo de informações.

Além disso, há um valor limite para que o pagamento por aproximação possa ser realizado sem a necessidade da digitação de senha. E algumas instituições financeiras também estabelecem um número limite de transações por dia que podem ser feitas sem senha.

A limitação da distância máxima entre o cartão e a maquininha (em geral de 4 cm.) também ajuda a evitar que alguém tente aproximar o aparelho sem ser percebido, já que seria necessário praticamente tocar a máquina no local onde se encontra o cartão.

Ainda assim, há quem se preocupe com a perda ou roubo do cartão. Nesse sentido, vale dizer que muitas instituições financeiras também oferecem a possibilidade de que o usuário ative o recebimento de notificações em seus dispositivos móveis sempre que o cartão for utilizado, para aumentar a segurança a cada transação.

Em todo caso, é fundamental contestar qualquer transação não reconhecida junto ao emissor do cartão, seja este contactless ou não.

Há outras vantagens?

Além de serem uma forma bastante segura de realizar pagamentos, os cartões contactless – assim como os pagamentos via dispositivos móveis – permitem que essas transações sejam feitas mais rápido – a leitura de dados e validação da operação costuma levar poucos segundos – e de forma muito mais prática.

Além disso, como o cartão (ou o dispositivo) não sai da sua mão, o risco de desgaste, de danos ou até de perdas também é menor.

Frente às recomendações de distanciamento social e redução dos contatos físicos – feitas em virtude da pandemia de coronavírus – a utilização do pagamento por aproximação ainda oferece mais segurança sanitária.

As pessoas estão aderindo?

Segundo dados da Visa Consulting and Analytics, em dezembro de 2019, foram feitos, no Brasil, 18 vezes mais pagamentos por aproximação do que no mesmo mês de 2018.

De acordo, ainda, com a Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), de janeiro a setembro do ano passado, foram movimentados por meio de pagamentos por aproximação R$ 22,7 bilhões, um aumento de 478% em relação ao mesmo período de 2019.

Na instituição financeira cooperativa Sicoob, por exemplo, que conta com mais de 5 milhões de associados em todo o Brasil, ao longo de 2020, foram feitos quase 6 milhões de pagamentos via contactless, totalizando R$ 300 milhões movimentados através dessa modalidade.

Na opinião do diretor comercial e de canais do Sicoob, Francisco Reposse, “principalmente nesse momento de pandemia, esse método permite que você faça compras sem precisar tocar as mãos na maquininha. É mais rápido e seguro, porque evita contatos desnecessários na hora do pagamento”.

Além da situação sanitária, outro fator que contribui para a expansão desse método de pagamento é que, a partir deste ano, todos os emissores de cartões passarão a oferecer a tecnologia NFC.

A aceitação dos cartões contactless também é cada vez maior. Em várias linhas de transporte paulistanas e cariocas, por exemplo, os usuários já podem fazer o pagamento de tarifas através desse método.

Saiba mais sobre o tema a seguir:

Sou lojista. O que faço?

Para poder receber pagamentos realizados via contactless, a máquina de cartões também precisa contar com a tecnologia NFC.

Estima-se que quase 70% das maquininhas em uso no país já possuam essa tecnologia integrada. Mas em alguns casos pode ser necessário habilitar essa opção nas configurações do aparelho.

Também é possível buscar por fornecedores de software específicos para habilitar as máquinas que ainda não contem com essa alternativa. Em todo caso, você pode entrar em contato com a empresa de adquirência fornecedora do aparelho para tirar suas dúvidas.

Vale reforçar também a importância de disponibilizar essa alternativa de pagamento aos seus clientes, possibilitando transações mais seguras, rápidas e práticas. Afinal, como opina o presidente da Mastercard, João Pedro Paro, “é uma tendência que não tem volta. Mesmo quando acabar a pandemia, as pessoas vão preferir pagar por aproximação”.

Gostou dessa dica? Cooperação começa por aqui, compartilhe esse conhecimento.

Fonte: O Seu Dinheiro Vale Mais

 

Blog Sicoob Credpit

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