Lições que podemos aprender com o filme ganhador do Oscar 2021.

 

Você já aprendeu algo vendo um filme? Algumas obras cinematográficas (assim como literárias ou de outros ramos), além de serem boas formas de entretenimento, também são capazes de ensinar-nos valiosas lições. É o caso de Nomadland – o longa ganhador da estatueta de melhor filme no Oscar 2021 – que conta a história de alguns idosos nômades norte-americanos e permite refletir, entre outras questões, sobre a importância de poupar.

O filme, dirigido pela chinesa Chloé Zhao (ganhadora do prêmio de melhor direção) e protagonizado por Frances McDormand (ganhadora da estatueta de melhor atriz) foi baseado no livro-reportagem homônimo da jornalista Jessica Bruder, que passou três anos pesquisando a realidade de alguns grupos de estadounidenses que – por opção própria ou por falta de opção – deixam suas casas e vão viver em trailers e outros veículos adaptados, tendo que se submeter, muitas vezes, a precárias condições de trabalho para sobreviver.

No filme, McDormand encarna a ficcional Fern e atua ao lado de não-atores que interpretam a si mesmos, como Bob Wells, Linda May e Swankie, o que reveste de um valor ainda maior as lições encontradas na obra.

Após a morte de seu marido, Bo, a protagonista Fern vê desaparecer do mapa a cidade industrial em que o casal vivia, depois que a fábrica local é fechada devido à crise de 2008. Viúva e sem filhos, ela instala sua residência em seu automóvel e empreende uma viagem sem rumo certo e sem intenção de retorno, que nos permite conhecer as demais personagens.

Saiba mais sobre o filme de Chloé Zhao, o livro de Jessica Bruder e as lições que podemos aprender com Nomadland:

Nomadismo, empreendedorismo e aposentadoria

Muito se fala, atualmente, sobre os nômades digitais – pessoas que exercem alguns tipos de atividades profissionais que os permitem trabalhar de qualquer lugar do mundo, como fotógrafos, influenciadores de redes sociais, consultores, etc.

A questão é que essa vida itinerante nem sempre tem o glamour que parece ter. Em vários casos, esses nômades, independentemente da idade, precisam encontrar trabalhos temporários, submeter-se a subempregos ou condições precárias, para conseguir cobrir seus gastos usuais.

Lendo ou assistindo a Nomadland, é possível conhecer vários exemplos sobre esse lado menos glamouroso da vida sobre rodas.

Por outra parte, há quem considere esse estilo de vida como um ideal de liberdade ou até como uma forma de protesto contra o modelo capitalista predominante no Ocidente.

“Muitas das pessoas que conheci achavam que haviam passado muito tempo perdendo em um jogo fraudulento. Então, eles encontraram uma maneira de hackear o sistema. Eles desistiram de casas tradicionais de madeira e tijolo, quebrando as algemas de aluguel e hipotecas. Eles se mudaram para vans, trailers e reboques, viajaram de um lugar para outro, devido ao bom tempo, e mantiveram seus tanques de gasolina cheios trabalhando em empregos sazonais”, diz Jessica Bruder.

Nesse sentido, há inclusive quem compare os nômades aos empreendedores e trabalhadores autônomos, que também têm ganhos variáveis e precisam preocupar-se em garantir por si mesmos os seus ganhos futuros.

Em todo caso, conhecer histórias reais como as de Linda May, Swankie, Bob Wells e outras personagens de Nomadland nos ajuda a perceber a importância de poupar, de pensar no futuro, de criar e manter uma reserva de emergência e até de investir em uma previdência privada.

Após ler o livro ou assistir o filme, imagine como seria a vida dessas pessoas se elas tivessem poupado e investido seu dinheiro ao longo dos anos, ainda que fosse para poder realizar as mesmas viagens que fazem na obra, mas certamente sem tantos incômodos.

Subemprego e condições precárias

Uma das questões abordadas em Nomadland que tem sido muito comentada é a menção à gigante Amazon e às condições as que alguns de seus trabalhadores estão expostos. Mas o livro de Bruder e o filme de Zhao também trazem outros exemplos de trabalhos temporários igualmente extenuantes, como a colheita de maçãs e beterrabas, a supervisão de acampamentos federais, etc.

Nesse sentido, nota-se claramente na obra uma necessária crítica ao sistema, o que, por outro lado, não isenta os trabalhadores de sua responsabilidade em relação a suas finanças pessoais.

Refletir sobre essa questão nos leva novamente a perceber a relevância da educação financeira – independentemente do estilo de vida escolhido –, reconhecendo a importância de poupar e manter uma reserva de emergência, evitando compras por impulso e investindo parte do que se ganha para ter mais tranquilidade no futuro.

O sonho americano e outros modelos

Além de retratar de forma respeitosa e envolvente a história de Fern e de outros nômades estadounidenses, Nomadland também deixa visível a desconstrução do ‘sonho americano’.

“Há apenas uma dúzia de condados e uma área metropolitana na América onde um trabalhador com salário mínimo em tempo integral pode pagar um apartamento de um quarto com um aluguel justo”, revela Bruder.

Além disso, é válido saber que a Previdência Social dos Estados Unidos oferece uma aposentadoria bastante modesta (no caso de Linda May, por exemplo, são cerca de US$ 500) e muitos norte-americanos não contam com previdência privada.

Só que, em meio a esse cenário de decadência do capitalismo, mesclada ao tédio e à imprevisibilidade, há também muita camaradagem, compaixão e ajuda mútua entre esses viajantes.

Eles se divertem juntos, trocam relatos de viagens e também se apoiam na montagem dos veículos, na hora de encontrar trabalhos temporários e nas discussões sobre os problemas que enfrentam nesses trabalhos.

Esse contraponto entre o modelo socioeconômico prevalente e o modo de vida das personagens de Nomadland nos leva também a pensar sobre outros modelos alternativos ao capitalismo, como é o caso do cooperativismo.

O movimento cooperativista surgiu na Inglaterra, em plena Revolução Industrial, representando, desde então, uma opção viável frente à noção capitalista de ‘lucro a qualquer preço’, confrontando essa ideia com uma iniciativa distinta: reunir um grupo de pessoas com interesses comuns para que juntos pudessem alcançar esse objetivo mais facilmente e com mais vantagens para todos.

Atualmente, o cooperativismo já se expandiu pelo globo, mas continua mantendo essa mesma essência, seguindo princípios mais justos e humanos e diferenciando-se, assim, das empresas capitalistas tradicionais.

As cooperativas financeiras, por exemplo, à primeira vista, até podem parecer com um banco comum, já que oferecem produtos e serviços financeiros similares. Só que, nas cooperativas, os associados são os verdadeiros donos da instituição e, além de ter acesso a esses produtos e serviços com mais vantagens, ainda participam das decisões da instituição e também das sobras, caso os resultados sejam positivos.

Vale destacar também que as cooperativas desse ramo – devido aos seus próprios princípios – estimulam a educação financeira e reconhecem a importância de poupar – o que pode ser ainda mais fácil tendo uma conta em uma instituição do tipo, já que as coops não visam ao lucro e, por isso, podem cobrar taxas e tarifas muito menores do que as cobradas por bancos comuns.

Gostou dessa dica? Cooperação começa por aqui, compartilhe esse conhecimento.

Fonte: O Seu Dinheiro Vale Mais

 

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