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A pandemia de coronavírus pegou o mundo inteiro de surpresa. Diante de uma situação assim, tão inesperada, é normal que as pessoas se sintam inseguras e tenham dúvidas de como devem agir diante dos mais diversos temas. Investir durante a pandemia, por exemplo, é um ponto que gera diversas interrogações.

Para responder a essas e outras perguntas sobre os investimentos durante a pandemia, reunimos a opinião de alguns especialistas no assunto. Confira:

É seguro investir durante a pandemia?

Sim, mas é claro que essa segurança depende do tipo de aplicação que você for fazer.

No caso da renda fixa, por exemplo – em que a maioria dos investimentos é coberta pelo FGC ou pelo FGCoop e tem previsão de rendimentos lastreada por índices como o CDI, a Selic ou o IPCA –, a segurança continua sendo praticamente a mesma que havia antes da pandemia. Apesar de que, no momento atual, seus ganhos podem ser um pouco menores em alguns casos e o preço de alguns títulos pode variar um pouco.

Por não contar com garantias e previsões e pela alta volatilidade que costumam ter, os investimentos de renda variável, por sua vez, já são considerados, normalmente, de maior risco. Devido aos juros baixos, muita gente estava apostando em opções de renda variável. Mas atualmente a Bolsa de Valores tem tido quedas consecutivas (e não apenas no Brasil), o que deve fazer os investidores redobrarem a atenção.

Em todo caso, na opinião da coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV EAESP, Claudia Emiko, “deixar de juntar dinheiro ou de pensar em aplicações só porque estamos em crise não é bom. Afinal, no atual cenário econômico do Brasil, planejar uma reserva de dinheiro para compras futuras ou aposentadoria, mesmo na juventude, é algo importante.”

Por onde começar a investir?

Para investir em aplicações de renda variável (como as ações da Bolsa de Valores, por exemplo), é recomendável ter conhecimento sobre o assunto e alguma experiência prévia em investimentos.

Portanto, para quem quer começar a investir durante a pandemia, o ideal é optar primeiramente pela renda fixa. Claudia Emiko concorda: “Se a pessoa não tem hábito e nunca investiu na vida, é melhor buscar equilíbrio e não ir direto às ações.”

Mas a especialista recomenda também ter uma carteira de investimentos diversificada, segundo suas possibilidades de aporte. Títulos do Tesouro Público, Certificados de Depósitos Bancários (CDB) ou Recibos de Depósitos Cooperativos (RDC) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI) ou do Agronegócio (LCA) são algumas opções. Entenda melhor a seguir:

Com a Selic tão baixa, devo arriscar a renda variável?

Na opinião de alguns especialistas, quem já tem uma reserva de emergência bem composta e alguma experiência em aplicações financeiras pode, sim, começar a experimentar a renda variável.

É o caso de Rodrigo Franchini, sócio de uma plataforma de assessoria financeira, que recomenda considerar os fundos de ações, os fundos multimercados e também os imobiliários. Segundo Franchini, em cada uma dessas modalidades há opções mais conservadoras e outras mais agressivas.

Enquanto isso, Rui Schneider, presidente do Sicoob SC/RS, comenta que muitas pessoas se sentiram frustradas com o baixo rendimento de fundos nos últimos meses e com efetivas perdas na renda variável. Na opinião de Schneider, esses são alguns dos motivos pelos quais a cooperativa tem registrado altos índices de crescimento na captação de títulos de renda fixa. Saiba mais a seguir:

Alguma aplicação de renda fixa continua valendo a pena?

Sim, mas é preciso procurar com calma, comparar taxas e impostos cobrados, além de verificar a confiabilidade da instituição junto a qual você quer investir. Alguns bons exemplos:

• LCA e LCI

Além de contarem com a garantia do FGC ou do FGCoop, essas letras de crédito são isentas da cobrança de Imposto de Renda. Portanto, sua rentabilidade pode ser até maior do aparenta. Por exemplo: ao comparar um CDB com 100% do CDI e uma LCI com 87% do CDI, o rendimento líquido (descontados os impostos e taxas) pode ser muito semelhante.

• RDC

Como é um título exclusivo do cooperativismo, o RDC conta com a proteção do FGCoop e ainda oferece outras vantagens próprias do modelo. O diretor de Negócios do Sicoob SC/RS, Olavo Lazzarotto, explica que os investimentos feitos junto a cooperativas são especialmente atrativos, não apenas pelas taxas muito mais baixas que são praticadas, mas também “pela possibilidade de incrementar a rentabilidade com a distribuição de sobras”.

• Títulos do Tesouro

Garantidos pelo FGC, os títulos negociados pelo Tesouro Direto, em alguns casos, ainda podem valer a pena. Segundo Francis Wagner, fundador de um app voltado à renda fixa, “pensando em investimento com foco no longo prazo, temos como opção o Tesouro IPCA+, que remunera o investidor a uma taxa prefixada acrescido da variação da inflação no período, garantindo que o seu patrimônio não seja corroído pela inflação.”

Já tenho um investimento. Devo mexer nessa aplicação?

“Em tempos de crise, é normal que as pessoas fiquem em pânico e tomam decisões muito emocionais. Com o dinheiro, isso não é bom”, opina a especialista Claudia Emiko.

Segundo ela, costuma ser favorável analisar periodicamente se é necessário redistribuir seus investimentos. Mas na renda fixa, como sempre, o ideal é não fazer retiradas antes do vencimento dos papéis, para não perder dinheiro.

“Em ações, aconselho não resgatar investimentos agora. Quem investiu em março, se não resgatou, recuperou parte da perda em abril. A pandemia trouxe um choque negativo, mas há a expectativa de recuperação da economia. Caso não precise do dinheiro agora, espere algum grau de recuperação”, recomenda Claudia.

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Fonte: O Seu Dinheiro Vale Mais

 

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