6 dicas especiais para garantir a saúde do seu bolso em tempos de crise.

 

Você já parou para pensar como colocar as contas em dia em meio a toda essa crise que está ocorrendo? Em um levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) em meados de março, 70% dos entrevistados disseram temer a contaminação por coronavírus (Covid-19). Enquanto isso, 76% demonstraram preocupação com sua gestão financeira, acreditando que essa situação também seria capaz de afetar o bolso dos brasileiros.

De fato, a crise mundial ocasionada pela pandemia de Covid-19 já tem demonstrado seu impacto na economia de vários países. Retração do Produto Interno Bruto (PIB), aumento do desemprego e encolhimento da renda são alguns dos principais efeitos já observados em termos econômicos em diversas partes do mundo.

No Brasil, as previsões fazem referência a um ligeiro aumento no preço de alguns alimentos, devido a dificuldades na produção de determinados itens e ao desabastecimento que pode ser provocado pela alta demanda. Ao mesmo tempo, deve haver certo alívio no custo de alguns serviços e bens de consumo. A combinação desses fatores deve provocar, portanto, pequenas variações no índice de preços ao consumidor (IPCA).

Por outro lado, é possível que o desemprego tenha certo aumento, principalmente nos setores de comércio e serviços. Enquanto a diminuição da renda deve afetar sobretudo aos autônomos.

Diante de tais desafios, como fazer, então, para manter a saúde do seu bolso? Confira a seguir 6 dicas especiais e descubra como colocar as contas em dia:

Por onde começar?

Para organizar sua vida financeira, o primeiro passo é ter um panorama completo para saber exatamente qual é a situação do seu orçamento. Portanto, você pode começar juntando holerites, faturas do cartão de crédito, extratos bancários, comprovantes de pagamento, boletos, carnês e cobranças, para colocar tudo na ponta do lápis.

Pode ser em uma planilha de computador, em um aplicativo de celular ou mesmo no papel. O importante é registrar tudo que você ganha (e como) e tudo que você gasta (e em quê), incluindo valores e parcelas quitadas e não quitadas.

Além do total de ganhos e gastos mensais, é bom analisar também quais das suas despesas são fixas e essenciais (como aluguel, condomínio, água, luz, etc.) e quais são gastos variáveis e/ou supérfluos.

Observe ainda as mudanças que podem ter ocorrido nas últimas semanas ou no último mês: seus gastos com delivery aumentaram? Suas despesas com combustível ou transporte diminuíram? Você recebeu algum tipo de auxílio do Governo? Quais dessas possíveis mudanças devem permanecer assim por algum tempo e quais devem voltar ao nível normal?

A avaliação de todo esse panorama vai ajudar você, em primeiro lugar, a descobrir se está sobrando ou faltando dinheiro no final do mês (e porquê). A partir daí, também é possível visualizar alguns excessos e repensar alguns dos seus gastos; o que pode te ajudar não somente a fazer uma melhor gestão financeira como também a economizar.

Você tem dívidas?

Você está com algum boleto ou mensalidade atrasada? Tem alguma fatura do cartão em aberto? Está usando o cheque especial? Tem empréstimos, parcelamentos ou negociações por quitar? Já está prevendo a chegada de uma conta que não vai ter dinheiro para pagar?

Nesse caso, o ideal também é começar listando tudo que você tem a pagar, incluindo todas as parcelas, prazos e valores.

Em seguida, coloque essa lista lado a lado com a análise do seu orçamento feita no passo anterior e reflita sobre suas possibilidades reais de saldar esses débitos.

O próximo passo é tentar renegociar as dívidas mais urgentes – aquelas que podem desestabilizar sua vida pessoal ou familiar, como o aluguel, o financiamento da casa ou contas fixas de água e luz, por exemplo. Já com uma proposta de pagamento ou refinanciamento, entre em contato com os credores para tentar renegociar.

Caso seja possível, você também pode considerar trocar dívidas com juros mais altos por opções mais em conta, como um empréstimo consignado ou pessoal.

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Como economizar mais?

A partir da análise do seu orçamento feita no passo 1, você já deve ter percebido alguns itens em que poderia gastar menos. Quer saber como economizar ainda mais?

A primeira dica diz respeito a trocas e mudanças: você pode considerar trocar de operadora, trocar a TV a cabo por um serviço de streaming mais barato, trocar a academia por exercícios em casa (o que também pode ajudar a diminuir a propagação do vírus) e, se for o caso, até trocar seu banco por uma cooperativa financeira, um jeito de economizar e ganhar mais.

A segunda dica é poupar recursos, como energia elétrica e água. Nesse caso, evitar desperdícios é bom para o seu bolso e também para o meio ambiente.

Atenção também às compras online. Devido ao maior tempo em casa (seja voluntário ou não), é comum que as pessoas estejam gastando mais com serviços de entrega. Em relação a isso, além de cozinhar em casa, em vez de pedir comida, também é importante não usar os sites de compras como distração, para evitar as gastos desnecessários. E você ainda pode instalar um bloqueador de anúncios no seu navegador de internet para ficar menos sujeito a ofertas que podem gerar compras por impulso.

Não tente planejar o imprevisível

Quando foram anunciadas as medidas de confinamento, muita gente resolveu estocar certa quantidade de alimentos e de outros itens, como papel higiênico, álcool em gel, etc. A questão é que esse estoque pessoal ou familiar acabou contribuindo para o desabastecimento de determinadas regiões, assim como para o aumento de preços desses produtos.

Na verdade, para fazer uma melhor gestão financeira das suas contas e não prejudicar a economia nacional, o ideal mesmo é não exagerar. Para fazer compras de maneira mais consciente, o mais recomendável é observar os seus padrões de consumo pessoais ou familiares e levar uma lista quando for ao mercado, sem se exceder em quantidades.

O nutricionista Victor Fraccari dá o exemplo de uma lista de compras para uma semana de consumo pessoal:

1 kg de arroz 1 molho de tomate 3 tomates
1 kg de feijão 1 pacote de pão 1 alface
1 kg de açúcar 12 unidades de ovos 3 cenouras
1 litro de óleo 1,5 kg de proteína animal 6 bananas
1 kg de farinha de trigo 1,5 kg de proteína vegetal 4 maçãs
pacote de café 2 litros de leite 4 laranjas
1 pacote de macarrão 4 cebolas 3 peras

É claro que essa é apenas uma sugestão que deve ser adaptada ao gosto de cada pessoa ou família. Além disso, é bom observar que os primeiros itens da lista – se forem para apenas uma ou duas pessoas – provavelmente vão durar mais de uma semana. Em relação aos demais, pode-se multiplicar pela quantidade de pessoas que forem consumir, se for o caso. A questão é ser consciente e não tentar se planejar para consequências imprevisíveis.

O mesmo pode ser dito sobre o planejamento das férias, por exemplo. Por mais que apareçam ofertas de passagens superbaratas e o verão brasileiro ainda esteja longe de chegar, pode ser bastante desaconselhável tentar planejar-se agora sem saber como vai ficar a situação do Brasil e do mundo. Quer uma dica melhor de como colocar as contas em dia? Poupe seu dinheiro e só comece a fazer planos quando a situação já estiver mais clara.

Vale ainda esclarecer que o planejamento financeiro é, sim, de suma importância para a saúde do seu bolso. Mas isso tem mais a ver com seus hábitos de economizar, poupar e investir do que com a ideia de fazer compras antecipadas ou exageradas de itens que você não tem certeza se poderá utilizar.

Conte com a reserva de emergência

Uma estratégia muito inteligente de gestão financeira é criar e manter uma reserva de emergência. Se você já tem a sua, essa é uma boa ocasião para fazer uso dela, evitando que a crise afete o seu orçamento mensal.

Mas atenção, caso você mantenha sua reserva de emergência em uma aplicação financeira, como o Tesouro Direto, por exemplo, é bom verificar antes qual o impacto do saque antecipado sobre seus rendimentos, já que a retirada antes do vencimento do título pode reduzir sua rentabilidade.

Por outro lado, se você mantém a sua reserva de emergência na poupança não precisa se preocupar. E se você ainda não tem dinheiro poupado para esse tipo de casos imprevistos, esse é um bom momento para perceber a importância dessa reserva e começar a sua.

Faça seu dinheiro render mais

Para fechar com chave de ouro essa lista de dicas sobre como colocar as contas em dia, não podiam faltar algumas recomendações para você aumentar seus ganhos e rendimentos.

Nesse contexto, a primeira dica é investir parte da reserva que você já tem poupada. Sobre isso, é importante dizer que, na renda fixa, o preço dos títulos pode ter certa oscilação no momento, mas a rentabilidade não deve variar muito se o saque for feito apenas no vencimento.

Já na renda variável, é bom ter mais atenção e avaliar sua exposição ao risco. Devido aos juros baixos, muita gente estava apostando em opções de renda variável. Mas atualmente a Bolsa de Valores tem tido quedas consecutivas (e não apenas no Brasil), o que deve fazer os investidores redobrarem a atenção.

Por outro lado, se a sua intenção é aumentar suas receitas de forma mais rápida, você também pode considerar ideias como:

  • Vender roupas, acessórios e objetos seminovos pela internet;
  • Criar peças de artesanato para vender online;
  • Passear com cachorros;
  • Responder pesquisas online para ganhar uma grana extra em sites como Google Rewards;
  • Gravar vídeos ensinando o que você sabe para oferecer seus conhecimentos de forma virtual;
  • Buscar trabalhos de freelancer para fazer nas horas vagas.

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Fonte: O Seu Dinheiro Vale Mais

 

 

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