Em um ano, aumentamos em 30% as concessões de crédito no Sicoob. Estudamos, analisamos, nos debruçamos em números e histórias para oferecer um crédito sustentável, com taxas justas e fiéis ao nosso DNA cooperativista.

 

Por Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Sicoob

 

Nessas últimas semanas, pensei muito em como começar este texto. Afinal, em 3 de julho, comemoramos o Dia Internacional do Cooperativismo. Bombardeados pelas graves sequelas que o coronavírus deixa em nossa sociedade, especialmente no Brasil, fica difícil falar a palavra “comemoração”.

Mas, enxergando por um outro prisma, vejo que o cooperativismo — especialmente o financeiro — passou por esse obstáculo e saiu fortalecido, mostrando o seu verdadeiro propósito: promover a prosperidade e a justiça financeira nos quatro cantos do país. Em todo o período da crise, pudemos dizer com muita firmeza que não saímos do lado de nossos cooperados. Esse é o motivo da existência do cooperativismo financeiro: gerar impacto social positivo para os nossos cooperados e suas comunidades.

Em um ano, aumentamos em 30% as concessões de crédito no Sicoob. Estudamos, analisamos, nos debruçamos em números e histórias para oferecer um crédito sustentável, com taxas justas e fiéis ao nosso DNA cooperativista.

Só em 2020, o saldo total das operações de crédito do Sicoob ultrapassou os R$ 88 bilhões, sendo que R$ 23 bilhões foram voltados especialmente para micro e pequenas empresas, um dos segmentos mais fortemente impactados pelos efeitos econômicos decorrentes da pandemia da Covid-19. Especialmente para as MPEs, o crescimento foi de 61% em relação a 2019.

Sabe aquele vendedor de pipoca que viu seu público ser reduzido a zero de um dia para o outro? E o dono do mercadinho que perdeu seu fluxo de caixa e não tinha mais alternativa para pagar os salários dos funcionários? Nós nos aproximamos deles, oferecendo condições verdadeiramente favoráveis para atravessar os piores momentos da pandemia.

Enquanto observamos instituições financeiras reduzindo suas agências para estancar déficits ou aumentar lucros, seguimos abrindo unidades físicas e chegamos à segunda colocação no ranking de instituições com maior número de agências em todo o Brasil. Em mais de 300 municípios, somos, inclusive, a única presença financeira da região.

Nestas localidades, ao contrário dos grandes centros urbanos, alguns comerciantes ainda trabalham com cheques e dinheiro físico. Teriam que viajar quilômetros para compensá-los, desperdiçando tempo. Pois no Sicoob a história é diferente. Somos uma instituição nascida das comunidades em que estamos inseridos. Também colocamos à disposição do nosso cooperado toda a modernidade e conveniência trazidos pelo atendimento digital, mas queremos estar perto, simbolizando também que estamos juntos, lado a lado.

Outro ponto importante desta equação foi um estudo realizado pelo Sicoob que mostrou que os cooperados deixaram de gastar R$ 8,3 bilhões em juros, taxas e tarifas somente ao fazer negócios com a sua instituição financeira cooperativa. Além desse valor, foram R$ 3,2 bilhões em sobras, ou seja, um valor que retornou aos cooperados. Dividindo esses valores pela média de cooperados ativos, chegamos a R$ 3,1 mil economizados por cooperado durante o ano de 2020.

Esses motivos nos fazem ter a tranquilidade de pensar que, embora a situação seja crítica em todo o mundo e ainda tenhamos incertezas, o cooperativismo é uma parcela de positividade que nos faz acreditar em dias melhores. E, apesar de ainda não podermos comemorar juntos, união e cooperação — sejam elas físicas, digitais ou híbridas — nunca vão faltar.

Fonte: O Globo

 

 

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