Técnicas para organizar o orçamento e cuidar das contas de maneira mais prática.

 

Você sabia que quase metade dos brasileiros não mantém controle regular das suas contas? A informação – revelada por levantamento recente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) – pode ser considerada preocupante, já que a organização financeira e o planejamento são passos básicos para quem quer manter as contas no azul.

Reservar tempo para registrar seus ganhos e gastos, analisar seu orçamento e planejar os próximos passos, pode parecer difícil ou até um pouco entediante, em um primeiro momento.

Mas criar esse hábito tem muitas recompensas positivas para o seu bolso e para a sua vida em geral, já que as questões financeiras podem influir em diversos outros fatores.

Além disso, é bom saber que existem métodos mais práticos para organizar as suas contas, controlar seu orçamento e até para aprender a poupar dinheiro. Tudo vai depender dos seus objetivos, dos seus hábitos e da forma como você prefere lidar com as suas finanças.

Quer ver só? Acompanhe:

1 – A regra dos 50-15-35

Aluguel, água, gás, luz, escola, impostos, combustível, condomínio, cartão de crédito, supermercado, seguro, telefone, assinaturas, etc.

Com tantos tipos de despesas distintos, como manter o equilíbrio do orçamento?

A regra dos 50-15-35 existe justamente para responder a essa questão. A ideia é separar todas as suas contas em três grandes grupos:

  • Gastos essenciais – aluguel, água, gás, luz, escola, etc.
  • Prioridades financeiras – quitar dívidas ou poupar e investir
  • Gastos com estilo de vida – combustível, cartão de crédito, assinaturas, etc.

Após classificar suas despesas dessa forma, a recomendação é planejar-se para destinar:

  • 50% da sua renda para gastos essenciais
  • 15% para prioridades financeiras
  • 35% para estilo de vida

É válido observar ainda que a regra dos 50-15-35 não é exatamente limitante, compreendendo, inclusive, uma margem para o que muitos chamam de gastos supérfluos (conceito que pode variar de pessoa para pessoa), ainda que possa ser necessário, conforme o caso, fazer algumas adequações e cortes para balancear melhor esses três grandes grupos de despesas.

Você também pode adaptar as porcentagens propostas para sua situação específica se julgar necessário, destinando, por exemplo, 60% da sua renda para gastos essenciais, 15% para prioridades financeiras e 25% para estilo de vida.

O importante, antes de tudo, é que você consiga ter uma melhor organização financeira e planeje melhor seus gastos, sem deixar de lado as suas prioridades financeiras, como poupar e investir, por exemplo, para garantir a sua saúde financeira agora e no futuro.

2 – O método dos envelopes

Para algumas pessoas, é mais fácil ter noção de seus gastos quando os realizam com dinheiro vivo. Há ainda os casos de pessoas que recebem em efetivo e aquelas que, simplesmente, têm mais costume de lidar com o dinheiro dessa forma.

Se você se enquadra em uma dessas situações, vale a pena conhecer o método dos envelopes, uma técnica que consiste basicamente em dividir sua renda (ou a quantia que tenha em efetivo) em envelopes destinados aos diferentes tipos de despesas que tenha que quitar com tal valor.

Exemplo: digamos que você recebeu R$ 1.000 em efetivo e quer destinar parte desse dinheiro à manutenção do carro, mas também quer guardar para pagar a conta de telefone do próximo mês e algum eventual passeio em família.

Diante do risco de levar o dinheiro na carteira e acabar gastando (até sem perceber), uma boa alternativa pode ser separar o seu dinheiro em 3 envelopes distintos: manutenção do carro, telefone e passeio/lazer; ou até incluir um 4º envelope com uma porcentagem do que recebeu destinada à poupança e investimentos.

Claro que a quantidade de envelopes e as categorias criadas vão depender do seu caso específico (quantidade de dinheiro em efetivo com a qual você lida, despesas que você costuma pagar em dinheiro, objetivos financeiros, etc.).

Se você tem mais costume ou facilidade de lidar com dinheiro vivo, você pode até fazer desse método uma estratégia de controle mensal das suas contas.

O principal aqui é ter uma organização financeira que te permita visualizar melhor para onde está indo seu dinheiro e, assim, controlar melhor o seu orçamento.

3 – O desafio das 52 semanas

Para quem quer criar o hábito de poupar dinheiro, um método prático e cheio de resultados positivos é o desafio das 52 semanas.

Você já tinha reparado que essa é a duração de um ano? Dito assim – “52 semanas” – nem parece tanto tempo, não é mesmo? E a ideia é exatamente esta: demonstrar que, na prática, juntar dinheiro pouco a pouco pode acabar sendo mais fácil do que parece.

O desafio consiste em economizar e guardar, a cada semana, uma quantidade progressiva de dinheiro. Você pode, por exemplo, começar guardando R$ 1 na primeira semana de janeiro, guardar R$ 2 na segunda semana e assim sucessivamente, até guardar R$ 52 na última semana de dezembro.

Se a soma for assim (R$ 1 a mais a cada semana), você terá juntado, ao final do ano, R$ 1.378.

Claro que você não precisa esperar o próximo 1º de janeiro para começar este desafio, e pode também estabelecer suas próprias porcentagens. Pode decidir começar juntando R$ 5 na primeira semana, por exemplo, e somar outros R$ 5 a cada semana; pode inverter o peso das semanas de cada mês, para guardar mais na primeira e menos na última, etc.

A questão é começar aos poucos e persistir no hábito, aumentando progressivamente a quantidade poupada. Assim, além de ir aprendendo gradativamente a economizar e poupar, você ainda acaba com um dinheiro a mais na conta.

4 – Aplicativos de controle financeiro

Seja qual for a sua forma preferida de lidar com o seu orçamento, registrar e analisar todos os seus ganhos e gastos é fundamental para manter uma boa organização financeira e controlar suas contas.

Para isso, você tem basicamente duas opções, uma delas é usar a tecnologia a seu favor, adotando um app de controle financeiro, como o Mobills, o Guiabolso, o Organizze, o Fortuno, o Orçamento Fácil ou outro de sua preferência.

Há opções que oferecem até a integração automática com os dados das suas contas e cartões, e outras em que você mesmo pode inserir ir fazendo os registros como preferir.

Há versões que permitem a configuração de limites e alertas para determinados tipos de gastos e outras em que também é possível gerenciar gastos por localização, entre outras funcionalidades.

O importante é que, se você tem familiaridade com a tecnologia e o uso de aplicativos, a adoção de uma ferramenta como essas pode te ajudar a classificar suas despesas, visualizá-las e administrá-las com mais praticidade.

5 – Planilha financeira

Se você prefere organizar as suas contas de maneira mais manual ou, quem sabe, já tem certa familiaridade com planilhas, você também pode optar por usar uma planilha financeira para controlar seus gastos.

Para facilitar ainda mais, você pode baixar grátis o Kit de ferramentas para Finanças Pessoais atualizado, que já inclui uma planilha prática, inteligente e prontinha, para você só ter que preencher com os valores referentes ao seu orçamento pessoal ou familiar e analisar.

Gostou dessa dica? Cooperação começa por aqui, compartilhe esse conhecimento.

Fonte: O Seu Dinheiro Vale Mais

 

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