A cooperação dentro das instituições cooperativas

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Para quem olha de fora, as cooperativas podem até parecer empresas comuns. Mas existem diferenças fundamentais no modelo cooperativista, a começar pelos princípios que guiam esse tipo de negócio, como é o caso da intercooperação – preceito segundo o qual as cooperativas devem praticar a cooperação entre os associados e entre as instituições cooperativas.

Observando mais atentamente esse tipo de empresas, podemos perceber que esses princípios são realmente seguidos.

Para entender melhor como a cooperação é realmente aplicada nas cooperativas, vamos tomar como exemplo o maior sistema cooperativo de crédito brasileiro, o Sicoob.

Entenda como funciona o modelo organizacional dessa instituição:

– Cooperativas singulares
O Sicoob é formado por mais de 480 cooperativas singulares – instituições financeiras não bancárias que são controladas por seus associados e oferecem a eles produtos e serviços financeiros similares aos de um banco comum, a partir da captação de cotas capitais, depósitos à vista e a prazo.

Cada cooperativa singular é composta por, no mínimo, 20 pessoas e administrada por um Conselho formado por cooperados eleitos em Assembléia. Aliás, os cooperados de cada cooperativa singular reúnem-se em Assembléias, pelo menos, uma vez por ano, para decidir sobre o andamento da instituição.

Supervisionadas pelo Banco Central do Brasil, as cooperativas singulares seguem uma legislação cooperativista, baseada nos normativos do Conselho Monetário Nacional.

– Centrais cooperativas
Seguindo a ideia de cooperar para crescer, as cooperativas singulares reúnem-se em Centrais de Cooperativas (formadas por, no mínimo, três singulares). No caso do Sicoob, são 14 cooperativas centrais reunidas.

Essa união de instituições singulares em centrais ajuda na centralização dos recursos captados, no controle de depósitos e empréstimos, na adoção de medidas corretivas, na assessoria jurídica e no desenvolvimento dos negócios. Em outras palavras, cooperando umas com as outras, as cooperativas singulares se fortalecem ao formar as centrais.

– Confederação cooperativa
Do mesmo modo que as cooperativas singulares formam centrais, reunindo-se, pelo menos, três centrais pode-se formar uma confederação de cooperativas. No exemplo do Sicoob, as 14 centrais constituem uma Confederação cooperativa.

Essa união das centrais em uma confederação também demonstra uma atitude de cooperação, integrando esforços para alcançar melhor representação nacional, padronização de procedimentos operacionais, capacitação, apoio ao planejamento estratégico das cooperativas centrais, entre outros.

É importante notar que todas essas vantagens retornam diretamente para os cooperados, já que as cooperativas, por lei, não visam lucro (sejam singulares, centrais ou confederações) e são controladas pelos próprios cooperados, que recebem as sobras (caso haja), conforme suas participações.

– Empresas de apoio
Além das entidades cooperativas, o maior sistema cooperativo financeiro do país ainda conta com empresas de apoio, como o Bancoob – o Banco Cooperativo do Brasil, pertencente às cooperativas centrais do Sicoob.

As cooperativas centrais realizam o controle acionário e são responsáveis pela capitalização do Bancoob. Em contrapartida, é por meio do Bancoob que as cooperativas podem disponibilizar produtos e serviços tipicamente bancários aos cooperados, como uma linha completa de cartões de crédito, cobranças bancárias, linhas de crédito e fundos de investimento.

A Fundação Sicoob Previ é outra instituição complementar do sistema. Uma entidade fechada de previdência privada, que segue o princípio do cooperativismo de não objetivar lucro e é exclusiva para funcionários e associados do Sicoob.

O Sicoob ainda é integrado pela Ponta Administradora de Consórcios e pela Cabal Brasil, processadora e administradora de cartões, que também administra a bandeira Cabal Vale, com produtos de vale alimentação e vale refeição.

Assim, agrupando instituições de múltiplas competências de maneira cooperativa, o Sistema consegue oferecer muito mais benefícios aos seus cooperados, comprovando que a cooperação pode trazer muito mais benefícios para todos ou demonstrando, como diz a máxima, que a união faz a força.

Fonte: O Seu Dinheiro Vale Mais

 

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