Dicas para empreender e ideias de bons negócios em época de economia desafiadora

Se você quiser uma chance real de sucesso, você deve conhecer muito bem cada aspecto do negócio que pretende abrir, especialmente o lado financeiro.

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Iniciar um pequeno negócio é um trabalho árduo. Diante de um cenário econômico difícil, pode ser ainda mais desafiador. Isso ocorre em parte porque quando o acesso ao crédito está mais criterioso, pode ser difícil obter um financiamento inicial, principalmente em condições vantajosas. Por outro lado, empreender pode ser uma opção para quem está sem emprego e sempre teve um sonho na gaveta. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), esse é o caso de muita gente: 11 milhões de empresas foram criadas no Brasil nos últimos três anos por pessoas que precisavam de trabalho, apontou levantamento da instituição. É o chamado empreendedorismo por necessidade.

Independentemente do motivo que leva a pessoa a abrir uma empresa, é crucial para quem quer empreender investir antes de tudo em um bom plano de negócios. Em outras palavras, se você quiser uma chance real de sucesso, você deve conhecer muito bem cada aspecto do negócio que pretende abrir, especialmente o lado financeiro – quanto dinheiro você precisa colocar, o tempo de retorno do investimento inicial, o custo dos produtos ou serviços para atender as despesas operacionais, custos com marketing, venda e, claro, o que você precisará fazer para obter lucro. Se você está pensando em dar um salto ao empreendedorismo, considere as dicas a seguir para construir com sucesso sua empresa, apesar da economia difícil.

Faça um plano de negócios

Assim como para construir uma casa ou organizar uma festa, para montar um negócio é preciso planejamento. E o seu mapa para guiá-lo nesta jornada empreendedora chama-se plano de negócios.

“O plano irá orientá-lo na busca de informações detalhadas sobre o ramo, os produtos e os serviços a serem oferecidos, bem como possíveis clientes, concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do negócio, contribuindo assim para a identificação da viabilidade da ideia e na gestão da empresa”, explica Paulo Marcelo, consultor do Sebrae-SP.

Para montar um plano de negócio, no entanto, é preciso comprometimento, pesquisa, foco e criatividade. É fundamental ainda conhecer muito bem o mercado no qual pretende atuar. O Sebrae oferece um curso online gratuito que explica passo a passo como montar um plano de negócio.

Organize-se financeiramente

Pode levar algum tempo até que a empresa de fato gere lucro, por isso é importante se programar para não se endividar ou passar aperto neste período. Mesmo conseguindo um financiamento para abrir a empresa, tenha um plano B financeiro tanto para o seu negócio quanto para suas finanças pessoais, caso o negócio não renda o esperado nas suas projeções. Assim, você deve criar suas próprias reservas de dinheiro para que tenha o suficiente para viver de seis meses a um ano, e orçamentar tudo cuidadosamente para garantir que continuará arcando com o financiamento e com as despesas do negócio e fazendo o pagamento de suas despesas mais cruciais (aluguel, seguro saúde, alimentação, etc.). Terá condições? Só então siga adiante.

Envolva outras pessoas

Antes de mergulhar de cabeça no negócio, peça a amigos confiáveis ou conselheiros profissionais que revejam seu plano de negócio para se certificar de que você não está negligenciando nada crítico ou fazendo suposições imprecisas. Você pode perguntar a um amigo que possui seu próprio negócio, ao gerente do banco, a um contador que confie ou entrar em contato com o Sebrae para uma consultoria.

Invista no marketing

Começar um novo negócio quando a economia está em recessão pede criatividade e engenhosidade. O marketing é vital para chegar à frente do jogo – e seus concorrentes. Ou seja, se não prevê no seu plano de negócio os custos para divulgar o seu produto, já começou errado. E aqui é importante considerar investimento financeiro e também de tempo. O que exatamente você vai vender, quais são seus clientes direcionados, como você irá precificar seus produtos ou serviços e qual o seu plano para promover o seu negócio? “Lembre-se também de observar atentamente a concorrência. Faça análises competitivas contínuas, veja o que outros provedores estão fazendo e quais técnicas de marketing eles estão usando para construir seus negócios”, diz o gerente comercial Fábio Sagese.

Será que você deve mesmo empreender?

São três considerações importantes para se fazer antes de abrir um negócio.

Sua personalidade

Nem todos têm os traços de personalidade necessários para prosperar como proprietário de uma empresa. Além do conhecimento extenso sobre o setor específico, para se dar bem como dono de empresa é preciso muita da chamada automotivação, ou seja, sua capacidade de se manter motivado mesmo frente um cenário difícil. Além disso, é bom possuir habilidades como organização, gerenciamento e marketing, bem como a capacidade de lidar com clientes e fornecedores. “Uma solução na falta de certas dessas qualidades é abrir a empresa com um sócio com as habilidades que a pessoa não tenha. Escolher e lidar com sócio, no entanto, não é simples. Isso deve ser colocado na balança”, diz Bruno.

Sua situação financeira

Sua situação financeira é uma consideração fundamental ao determinar se deve começar um negócio. Quanto risco você pode tolerar? Se você está atualmente em uma situação de emprego estável e tem uma família, você realmente deseja recomeçar sozinho? Iniciando um novo negócio também pode ter quantidades significativas de capital de inicialização (se tiver que comprar equipamentos, alugar espaço, contratar empregados). Você tem poupança ou acesso fácil a um bom financiamento? Como se manterá até que o negócio comece a dar lucro?

Sua paixão

Você não precisa ser apaixonado pelo produto que vende ou serviço que oferece para abrir um negócio, mas precisa, sim, ter paixão pelo negócio em si. “Não é porque você sabe cozinhar, que deve abrir um restaurante. Ou porque conhece de moda e por isso dará certo se abrir uma loja. O problema de muitos dos empreendedores que não vão para a frente é o fato de conhecerem a atividade fim, mas não a gestão do negócio em si. Neste ponto, a capacitação é essencial, sobretudo neste momento de crise financeira”, destaca Marcela Ponce Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Negócios promissores

Alguns negócios tendem a ser particularmente vantajosos em tempos de crise. “O segredo é observar as tendências de comportamento, em especial do consumidor, e apresentar uma solução”, diz Paulo Marcelo, consultor do Sebrae-SP.

Bazares e brechós
Sem tanto dinheiro para consumir roupas, acessórios e artigos de decoração como antes, muita gente recorre à itens de segunda mão. Aí os brechós tendem a ser um bom negócio. Da mesma forma, pode-se organizar bazares, ficando com uma porcentagem da venda.

Consertos e reformas
Seguindo a mesma lógica, as pessoas tendem a consertar mais do que simplesmente comprar algo novo quando a conta bancária está apertada. Móveis, eletrodomésticos, roupas, calçados, celulares, carros (oficinas mecânicas)… são diversas as áreas.

Itens personalizados
Negócios pequenos, que não possuem uma estrutura cara e cujos produtos são feitos pelo próprio dono são uma boa porque, além do baixo custo inicial, permitem que se possa cobrar um valor um pouco mais alto. Isso, direcionado para um público que valoriza o produto, resulta em boas vendas e clientes fiéis.

Alimentação
Tanto comida do dia a dia mais barata quanto alimentos saudáveis vêm ganhando espaço na vida do brasileiro, que ou não possui mais a empregada que cozinhava para a família, ou de fato mudou seu comportamento em relação à alimentação. Prefira oferecer itens que podem ser congelados e entregues em casa.

Fonte: Meu Bolso Feliz

 

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