Seguro para empresas: individual ou coletivo? Saiba como escolher

Um seguro de vida acaba sendo uma forma de proteger a si próprio e os familiares, financeiramente, contra diversos riscos e eventualidades que podem acontecer dentro e fora da empresa, ao longo de toda a vida.

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A preocupação com a proteção de um dos ativos mais importantes nas organizações — o capital humano — se materializa em algumas práticas de gestão de pessoas, dentre elas a contratação de um seguro para empresas englobando seu corpo funcional.

Essa visão do valor de cada vida que contribui para a concretização dos objetivos empresariais é cada vez mais frequente no mercado e os resultados são percebidos especialmente na motivação dos funcionários.

Isso porque a noção de que profissional se dissocia de indivíduo já ficou para trás e hoje é bem aceita a ideia de que somos seres integrais e que nossa bagagem e experiência pessoal influenciam em nossa atuação no trabalho.

Assim, se nos sentimos seguros e estamos prevenidos de eventuais imprevistos, especialmente financeiros, temos melhores condições de nos dedicarmos mais plenamente aos compromissos do dia a dia.

Nesse raciocínio, um seguro de vida acaba sendo uma forma de proteger a si próprio e os familiares, financeiramente, contra diversos riscos e eventualidades que podem acontecer dentro e fora da empresa, ao longo de toda a vida.

Ter um suporte para garantir condições de arcar com despesas específicas de incidentes é um alívio e pode representar, inclusive, o sustento de dependentes por um dado período de tempo, até que as finanças sejam normalizadas, ou de forma permanente, em caso de impossibilidade de retomada da vida profissional.

Para trazer essa tranquilidade ao funcionário, existem algumas modalidades de seguro de vida, enquadrados como coletivos ou individuais. Esse será o tema deste post. Siga a leitura e conheça as características e diferenças de cada tipo de seguro para saber qual a melhor opção em diferentes situações!

1. O que é o seguro de vida para empresas?

Um seguro para empresas é mais do que um documento formal, a chamada apólice. Trata-se de um benefício para garantir a proteção financeira de funcionários, podendo ser estendido a familiares, como cônjuges e filhos.

Então, mais do que um simples contrato, o seguro é uma iniciativa do empregador em conjunto com uma seguradora de mercado, para dar o suporte necessário à família que esteja passando por algum momento complicado, seja pela falta permanente do provedor ou pela sua impossibilidade de manter a vida profissional em atividade.

Ninguém está livre de situações indesejadas, mas é possível minimizar os impactos de ocorrências dessa natureza com planejamento. E as empresas podem auxiliar seus colaboradores nessa missão, oferecendo um seguro de vida.

Esse tipo de apoio reduz as dificuldades enfrentadas por famílias que deixam de ter a contribuição de um responsável pelo sustento da família. Para os que ainda não possuem dependentes, a ajuda continua sendo válida, porque pode representar tranquilidade em momentos em que alguma eventualidade retira a capacidade de gerar renda.

Para se ter uma ideia, as coberturas para os segurados vão desde doenças graves, despesas hospitalares, médicas e odontológicas até invalidez (por acidente, laborativa e funcional) e falecimento. Quando uma empresa pretende oferecer um benefício mais completo, ela opta por incluir também a modalidade de acidentes pessoais.

A indenização do seguro de vida permite que as pessoas tenham condições de se reerguer financeiramente, mantendo o padrão de vida sem precisar abrir mão do patrimônio que foi construído ou deixar de realizar algum plano familiar.

Para reforçar a importância da contratação de seguro de vida — seja empresarial ou particular —, seguem algumas verdades que precisam ser compreendidas por todos:

  1. Jovens, solteiros e casais sem filhos também precisam de seguro, já que idade e estrutura familiar não são consultadas no momento de um imprevisto;
  2. No tocante ao lado financeiro, a invalidez permanente é tão impactante quanto o falecimento, já que demanda o provimento de recursos para custear despesas de tratamentos médicos justamente em um momento em que o provedor não está produzindo renda;
  3. O seguro protege mais do que outras pessoas, como familiares, é uma proteção de si próprio e evita que o orçamento familiar seja onerado para suprir a falta de geração de renda em períodos de inatividade;
  4. Em caso de perda do provedor segurado, o amparo aos familiares contempla assistência funeral, reduzindo as preocupações em uma situação de tanto abalo emocional;
  5. Recursos financeiros destinados a seguros de vida não recebem interferências do mercado financeiro, eliminando incertezas econômicas que normalmente afetam fundos de investimentos;
  6. Seguro de vida não é herança, portanto não pode ser utilizado para pagamento de dívidas, sendo completamente desvinculado de inventário e livre de risco de cobrança por terceiros que fazem jus ao recebimento de algum compromisso financeiro contraído pelo titular em vida;
  7. Os beneficiários de seguro são isentos de imposto de renda.

Importante, também, é frisar que a condição de trabalhador abarca não só o vinculado a uma empresa, mas também os autônomos. Nesses casos, a necessidade de adesão a um seguro de vida é ainda maior, já que não há benefícios trabalhistas que possam ser acionados caso algo inesperado ocorra.

2. Qual a diferença entre o seguro individual e coletivo?

Do ponto de vista do empresário, o investimento em seguro de vida para os funcionários tem como retorno não só a retenção de talentos e a satisfação do público interno, como também a proteção da empresa em relação a eventuais ônus trabalhistas decorrentes de sinistros por invalidez ou morte.

E há ainda outras vantagens:

  • benefício elevado em contrapartida a um baixo custo;
  • livre escolha do valor a ser segurado;
  • possibilidade de inclusão de coberturas adicionais para valorizar o benefício;
  • atração e motivação de colaboradores.

Do lado do trabalhador, os benefícios de ter uma apólice de seguro de vida em seu nome são:

  • Ajuda financeira para si próprio ou para a família, em caso de perda da capacidade produtiva — temporária ou permanente;
  • Por ser um benefício oferecido pela empresa, o funcionário não arca com despesas de mensalidades ou anuidades;
  • Em alguns casos, mesmo que o trabalhador se desligue da empresa é possível dar seguimento à proteção, devendo ser ajustados alguns dados e assumido o pagamento da apólice;

Dentre as opções disponíveis para empresas estão os seguros de vida em grupo e os individuais. Vamos conhecer um pouco mais sobre cada modalidade!

Seguro de vida individual

Os entes envolvidos em uma apólice individual são apenas dois: o segurado e a seguradora. Nesse caso, todo o acordo de condições e a negociação para cancelamento fica restrito entre essas duas partes.

Essa é a melhor alternativa para quem deseja uma proteção financeira para si ou para seus dependentes, independente se há vínculo empregatício ou não. Ou seja, pode ser um benefício da empresa ou uma iniciativa própria, muito oportuna para os profissionais autônomos.

Em alguns casos, além do preenchimento de formulário com dados cadastrais, pode ser solicitada uma perícia do usuário, especialmente se informada alguma doença preexistente.

Outra característica é que, em geral, não há renovações do contrato, sendo que a vigência chega ao fim apenas com a manifestação do segurado ou da seguradora.

E para alterar as condições contratuais depois de já emitida a apólice, é exigida a concordância das duas partes.

Seguro de vida coletivo

A apólice de vida em grupo conta com uma figura a mais, intermediando o contato entre segurado e seguradora: o estipulante, que atua como representante dos segurados.

É ele quem assina o contrato e inclui as pessoas que estão cobertas no documento. Como tanto seguradora quanto estipulante podem não ter interesse em manter a apólice, há renovações periódicas para confirmação dos contemplados e verificação da permanência das condições.

A adesão a esse tipo de apólice costuma ser menos burocrática, por exemplo em relação à exigência de exame do usuário para fechamento do contrato.

Quanto à alteração de cláusulas após assinatura do contrato, é praxe solicitar a comprovação da concordância de 2/3 do grupo representado pelo estipulante.

Em termos de custos, o seguro em grupo acaba sendo vantajoso, já que as despesas são diluídas entre os integrantes e essa economia é refletida no valor final da apólice.

3. Como escolher o melhor seguro de vida?

A contratação de qualquer tipo de serviço no mercado deve ser precedida de duas etapas: uma que mapeará as necessidades a serem supridas e outra que elencará as características desejáveis na prestação do serviço.

Em primeiro lugar, o empresário precisa ter clareza sobre os termos estabelecidos na apólice para decidir pela contratação de um seguro para seus funcionários.

Dentre os fatores que devem ser analisados estão:

  • definição dos funcionários que serão contemplados com o seguro de vida empresarial;
  • determinação da regra para o capital segurado: igual para todos os funcionários? Variável por salário?;
  • seleção das coberturas;
  • prazo de vigência da apólice;
  • carência de seguro de vida para acionamento de coberturas.

Em termos de custos para a empresa, vale ressaltar que quanto mais funcionários beneficiados houver, melhores serão as condições para negociar valores e forma pagamento. Inclusive é possível que o montante a ser pago pelo conjunto de apólices tenha algum abatimento em função da redução de taxas a serem incluídas na conta final.

Outros aspectos que influenciam no cálculo são a média da idade dos colaboradores, gênero, faixas salariais e tipo de ocupação.

Antes de contratar, é fundamental que a necessidade a ser entendida esteja delimitada e, após essa fase, é essencial que os segurados forneçam informações verídicas, comprováveis (se necessário), especialmente em relação a doenças ou lesões permanentes.

O importante é que a empresa avalie o melhor custo-benefício e se sinta bem atendida em todos os aspectos: de coberturas e também financeiro, com o pagamento de valor justo pelo serviço contratado.

Esse tipo de cuidado é relevante porque sua desobediência pode ocasionar questionamentos da seguradora em caso de acionamento do seguro e também na hora de liberar o benefício financeiro.

Em alguns casos mais raros, é possível que a seguradora negue a contratação do seguro. Normalmente isso ocorre quando os candidatos são portadores de alguma doença grave ou de alguma condição que aumente o risco ou, ainda, quando já tiverem atingido limites de idade estabelecidos como pré-condição no contrato.

É relevante que as pessoas tenham em mente que, mesmo que a empresa ofereça um seguro de vida para seus funcionários, manter um seguro particular é um complemento à segurança que se deseja. Assim, um reforço no quesito proteção financeira sempre é bem-vindo e é válido considerar a contratação de um seguro adicional, de caráter individual e particular.

Consultores e corretores do ramo devem ser contatados por empresas ou indivíduos sempre que houver dúvidas sobre o melhor caminho a seguir. Contar com conhecimento especializado em momentos de decisão pode fazer toda a diferença para que seja feita a escolha mais acertada, econômica e eficaz.

O importante é que a empresa avalie o melhor custo-benefício e se sinta bem atendida em todos os aspectos: de coberturas e também financeiro, com o pagamento de valor justo pelo serviço contratado.

Outro fator que não pode ser esquecido é a checagem da idoneidade da seguradora. Sua reputação pode ser verificada junto ao órgão regulador responsável pela fiscalização e controle do mercado de seguros, a Superintendência de Seguros e Privados (Susep).

4. Erros mais comuns na contratação de um seguro para empresas

Para que a escolha do que deve ser solução não se torne um problema, é preciso tomar alguns cuidados na hora da contratação de um seguro de vida para empresas ou particular.

Nesse processo, alguns erros são recorrentes e resolvemos listá-los aqui para alertar os interessados e evitar que eles caiam nessas armadilhas. Confira!

4.1 Visão fechada em baixo custo

Um seguro barato não necessariamente oferece a melhor relação custo-benefício. Por exemplo, se durante o acionamento não houver cobertura suficiente para determinada situação, outros ônus poderão ficar a cargo da empresa ou do indivíduo.

A escolha de uma seguradora exclusivamente pelo preço pode acarretar problemas, como a assinatura de contrato inadequado para o perfil da empresa e seus colaboradores ou a ausência de estrutura de atendimento insuficiente para arcar com perdas em caso de sinistro.

4.2 Não considerar opinião dos clientes

Hoje a legislação protetiva do consumidor é evoluída e existem diversos canais para comunicação de inobservância aos seus preceitos.

Vale a pena consultar reclamações em sites especializados para identificar o nível de satisfação do cliente da seguradora em avaliação. Até redes sociais podem ser consultadas para que sejam analisadas as menções dos usuários sobre a marca que a seguradora representa.

4.3 Não verificar riscos excluídos

Ignorar os riscos excluídos em uma apólice pode provocar surpresas negativas justamente na hora que for preciso acionar o seguro.

Todo contrato possui um escopo, que delimita o que está contemplado e o que não entra no acordo. É comum focarmos apenas nas entregas e não nos atentarmos para as exclusões. Mas isso pode ter um custo alto.

4.4 Coberturas inchadas

O discurso da eficiência operacional, que significa fazer mais com menos, deve valer também para a decisão de contratação de seguro de vida.

Por isso, é importante excluir coberturas desnecessárias das propostas, tornando-as enxutas, porém adequadas às necessidades da empresa e dos segurados.

4.5 Venda casada

Existem bancos que entraram para o mercado de seguros, mas que acabam misturando as coisas. É comum haver oferta de produtos como empréstimos, desde que o cliente “aproveite” para contratar, também, um seguro.

Apesar de condenável pela legislação, as instituições financeiras conseguem um jeitinho de maquiar a situação e é preciso ter cuidado para não cair nessa, já que muitas vezes as funcionalidades do seguro oferecido não são padronizadas e desalinhadas com as características da empresa e seus funcionários.

4.6 Desatualização das coberturas

O mercado é dinâmico, assim como é mutável a realidade das empresas, de seu corpo funcional e a vida das pessoas. Mas há empresas e segurados que renovam automaticamente suas apólices e se esquecem disso.

É preciso estar atento a essas transformações para que as coberturas do seguro de vida estejam sempre condizentes com a realidade de quem elas protegem. Não se esqueça: o que valeu e ainda vale para hoje pode não atender os desafios de amanhã.

4.7 Não contar com apoio especializado

Fechar um acordo com um prestador de serviço que não é um profundo conhecedor do ramo e sem ter tido a oportunidade de realizar um levantamento de necessidades e um mapeamento de riscos é improdutivo.

Especialmente quando a contratação é feita por uma empresa, para diversos funcionários, alguns estudos prévios precisam ser feitos e é produtivo contar com o suporte de quem domina o assunto e conhece os meandros desse mercado.

4.8 Contratação fora de corretoras especializadas

Cair em contos fantasiosos de seguros baratos, completos e desburocratizados sem antes checar a confiabilidade da empresa no mercado, sua capacidade operacional e seu nível de domínio do assunto é temerário.

Toda prospecção de provedor de serviços no mercado precisa ser cercada de cuidados. E quando o assunto é a proteção de vidas, o tom fica mais sério. Por isso é interessante focar em empresas especializadas, para garantir que o investimento está sendo feito em quem, de fato, dá conta do recado.

4.9 Omissão de informações

Deixar de informar dados sobre a empresa ou os segurados é um risco grande para quem deveria ser beneficiado em situação de sinistro.

A legislação permite que algumas exigências sejam feitas pela seguradora ao segurado antes do pagamento de indenizações e, caso seja apresentado algo contraditório aos dados da contratação, a fornecedora poderá se eximir e não realizar pagamentos ao beneficiário.

4.10 O azar não paira sobre nós

Pensar que algo indesejado nunca irá acontecer permeia a cabeça dos otimistas, gestores empresariais e cidadãos.

Porém, contar com essa sorte beira a irresponsabilidade, especialmente quando vidas estão em jogo, assim como a tranquilidade e segurança da rotina familiar.

4.11 Confiança é a alma do negócio

Contratar algo sem conhecer as entrelinhas é um risco muito alto, mesmo que tenha havido um complexo processo de prospecção de fornecedor no mercado.

É fundamental ler e reler as cláusulas contratuais para se certificar que a seguradora está formalizando as promessas da fase de negociação. “Seguro morreu de velho” é uma expressão que cabe bem aqui.

5. “Prevenir é melhor que remediar” também vale para a vida financeira

Quando vemos os casos de pessoas endividadas o que é perceptível é a dificuldade de planejamento. Nem sempre as condições financeiras propriamente ditas são as responsáveis por atrasos em pagamentos ou inadimplências prolongadas. Em muitos casos, o que faltou foi organização orçamentária.

Embora possam parecer temas distintos, contratar um seguro de vida demonstra uma visão estratégica sobre planejamento financeiro também.

Isso porque imprevistos podem acontecer a qualquer momento e é preciso que haja condições mínimas para que a vida siga, para que os compromissos cotidianos sejam cumpridos, para que os planos em família não sejam interrompidos nem frustrados.

E mesmo que haja uma reserva de emergência, é preciso aceitar que situações extremas podem exigir fundos expressivos e colocar a família em situação de vulnerabilidade.

Basta imaginar situações de diagnóstico de doença ou acidentes. Não precisamos ser dramáticos, aqui, para argumentar a respeito das consequências e de quanto uma base financeira será importante. A depender do caso, poderá ser necessário um tratamento médico de longo prazo em rede particular ou a preparação do espaço físico doméstico para acomodar novas necessidades de locomoção, por exemplo.

É o mesmo raciocínio que temos para nossos bens. Temos seguro de carro e de residência justamente para ocasiões indesejadas. E esse que parece um custo já serviu em diferentes momentos da vida dos segurados. E foram uma ajuda e tanto.

É preciso transpor essa mentalidade para vidas humanas, com a consciência de que riscos inerentes à vida das pessoas podem ser transferidos para seguradoras, para que estas possam suprir as necessidades de quem for designado como beneficiário.

Do lado do empregador, incluir esse tipo de benefício na política de gestão de pessoas demonstra cidadania empresarial e estratégia de valorização de seus colaboradores.

Os reflexos são notórios em quesito como engajamento, comprometimento e produtividade dos funcionários. Além disso, a empresa se torna mais atrativa para novos funcionários e se dota de melhores chances de retenção dos talentos já formados.

Para identificar as melhores soluções de acordo com as necessidades de seu corpo funcional, as organizações também devem buscar consultoria. O importante é que sejam avaliadas todas as características dos seguros para empresa disponíveis e selecionados aqueles mais aderentes e que possam agregar maior valor aos objetivos do negócio e de seus colaboradores.

Fonte: Blog Mongeral Aegon

 

Para conhecer algumas opções de seguros de vida individuais e coletivos, venha ao Sicoob Credpit e fale com seu gerente. Para cada necessidade haverá uma proposta na medida certa!

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